Monitoramento de aquíferos subterrâneos garante abastecimento futuro
O Brasil detém cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mas seus aquíferos subterrâneos armazenam volume estimado em 112 trilhões de metros cúbicos — reserva estratégica que supera em muito os rios e lagos somados. Essa riqueza, porém, não é inesgotável nem auto-regulável: o Aquífero Guarani, maior reservatório transfronteiriço da América do Sul, já apresenta rebaixamento localizado de até 30 metros em áreas de exploração intensa, enquanto o Aquífero Urucuia, no Cerrado, sofre com a expansão agrícola sem planejamento hidrológico prévio. Monitorar não é burocracia; é a única forma de transformar invisibilidade em gestão.