A linha direta de Bolsonaro com um auditor do TCU I AO PONTO

Na última segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro provocou controvérsia com o Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, Bolsonaro afirmou que, segundo um relatório do órgão, cerca de 50% das 195 mil mortes pela Covid-19 registradas em 2020 não foram causadas pela doença. Bolsonaro foi imediatamente rebatido por meio de uma nota do TCU, que dizia não haver qualquer levantamento feito pelo órgão que indicasse erros nas notificações de óbitos pela Covid-19. O presidente reconheceu que o dado não era do TCU, mas voltou a insistir na teoria da supernotificação das mortes, ainda que sem provas. Mas isso não encerrou o caso. O TCU passou a investigar quem inseriu indevidamente no sistema um documento de duas páginas sobre o tema e de que forma o material foi parar nas mãos do presidente. Em menos de 48 horas, o auditor Alexandre Marques foi identificado como o autor do documento, o que levou a presidente do TCU, Ana Arraes, a determinar o seu afastamento preventivo por 60 dias e a abertura de um processo disciplinar. A presidente também solicitou que a Polícia Federal abra um inquérito sobre o caso, e Alexandre foi convocado a prestar depoimento na CPI da Covid. Filho de um coronel ligado ao presidente, Alexandre foi indicado para uma vaga na diretoria do BNDES, mas teve sua nomeação barrada por ministros do TCU. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Leandro Prazeres explica o que se sabe até agora sobre essa linha direta entre o presidente e o auditor que produziu o documento. O sanitarista e fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina, que também já foi secretário nacional de Vigilância Sanitária, esclarece por que a tese defendida por Bolsonaro não encontra amparo em evidências científicas.

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